Portugal - Russia Tax Treaty
OSCE and the Council of Europe, when aimed against the violation of human rights, racism, intolerance, ultra- nationalism and xenophobia, in any of its forms.
Article 14
The Parties shall co-operate and co-ordinate their efforts within the framework of UN and OSCE in the peaceful settlement of disputes and conflict prevention or resolution.
Article 15
The Parties reaffirm their interest in co-operating within the OSCE framework, with the objective of con- solidating peace, stability, safety and progress among all member States.
Article 23
This Agreement shall become, legally binding thirty days after the reception of the final instrument of noti- fication in compliance with each country’s constitution- ally established procedures for the entering into force of internacional agreements.
Done in Lisbon, on October 25ᵗʰ, 2000, in the Ukrain- ian, Portuguese and English languages, all texts being equally authentic. In case of divergence of interpretation the English version shall prevail.
For the Portuguese Republic:
Article 16
The Parties shall develop their co-operation within the framework of the Council of Europe, with the pur- pose of strengthening the role of this Pan-European organisation, safeguarding and realising generally rec- ognised European values, especially the principles of democracy, the rule of law and the protection of human rights.
Article 17
The Parties shall co-operate in the strengthening of international arms control regimes and in the prevention of the proliferation of weapons of mass destruction.
Article 18
Portugal shall support the development of a closer co-operation between the European Union and Ukraine, particularly within the Partnership and Co-operation Agreement, the EU Common Strategy on Ukraine and the work programs for its implementation, recognising that the fulfilment of the potentialities enshrined in these instruments will also facilitate Ukraine’s further rap- prochment with the European Union.
Article 19
The Parties recognise that the development and con- solidation of democratic reforms presently undertaken in Ukraine are an essential element in the construction of a more united Europe.
Article 20
The Parties shall develop and update, when appro- priate, the legal framework of their bilateral relationship so as to ensure its full compliance with the objectives of this Agreement.
Article 21
The provisions of this Agreement shall not affect obli- gations entered upon by Portugal and Ukraine under other international instruments.
Article 22
This Agreement is valid for a period of ten years, being automatically renewed for successive five year per- iods, unless denunced in writing by one of the Parties, one year prior to the end of the aforesaid term.
For the Ukraine:
Resolução da Assembleia da República n.ᵒ 10/2002
Aprova, para ratificação, a Convenção entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Federação da Rússia para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Moscovo em 29 de Maio de 2000.
A Assembleia da República resolve, nos termos da alíneai) do artigo 161. ᵒ e do n.ᵒ 5 do artigo 166.ᵒ da Cosntituição, aprovar, para ratificação, a Convenção entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Federação da Rússia para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Moscovo em 29 de Maio de 2000, cujas versões autênticas nas línguas por- tuguesa, russa e inglesa seguem em anexo.
Aprovada em 20 de Dezembro de 2001.
O Presidente da Assembleia da República,António de Almeida Santos).
CONVENÇÃO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉ- RIA DE IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO.
O Governo da República Portuguesa e o Governo da Federação da Rússia, desejando concluir uma con- venção para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento, acor- daram no seguinte:
Artigo 1.ᵒ
Pessoas visadas
Esta Convenção aplica-se às pessoas residentes de um ou de ambos os Estados Contratantes.
Artigo 2.ᵒ
Impostos visados
1 — Esta Convenção aplica-se aos impostos sobre o rendimento exigidos por cada um dos Estados Contra-
tantes, suas subdivisões políticas ou administrativas e suas autarquias locais, seja qual for o sistema usado para a sua percepção.
2 — São considerados impostos sobre o rendimento os impostos incidentes sobre o rendimento total ou sobre parcelas do rendimento, incluídos os impostos sobre os ganhos derivados da alienação de bens mobiliários ou imobiliários, e os impostos sobre o montante global dos salários pagos pelas empresas, bem como os impostos sobre as mais-valias.
3 — Os impostos actuais a que esta Convenção se aplica são, nomeadamente:
a) Relativamente a Portugal:
i) O imposto sobre o rendimento das pes- soas singulares (IRS);
f) As expressões «empresa de um Estado Contra- tante» e «empresa do outro Estado Contra- tante» significam, respectivamente, uma empresa explorada por um residente de um Estado Contratante e uma empresa explorada por um residente do outro Estado Contratante;
g) A expressão «tráfego internacional» significa qualquer transporte por navio ou aeronave explorado por uma empresa residente de um Estado Contratante, excepto se o navio ou aero- nave for explorado somente entre lugares situa- dos no outro Estado Contratante;
h) A expressão «autoridade competente» significa:
i) No caso de Portugal, o Ministro das Finanças, o director-geral dos Impostos
ii) O imposto sobre o rendimento das pes-
ou o seu representante autorizado;
ii
soas colectivas (IRC); e
iii) A derrama;
a seguir referidos pela designação «imposto português»;
b) Relativamente à Federação da Rússia:
i) O imposto sobre os lucros de empresas e organizações;
ii) O imposto sobre o rendimento das pes- soas singulares;
a seguir referidos pela designação «imposto russo».
4 — A Convenção será também aplicável aos impos- tos de natureza idêntica ou similar que entrem em vigor posteriormente à data da assinatura da Convenção e que venham a acrescer aos actuais ou a substituí-los. As autoridades competentes dos Estados Contratantes comunicarão uma à outra as modificações importantes introduzidas nas respectivas legislações fiscais.
Artigo 3.ᵒ
Definições gerais
1 — Para efeitos desta Convenção, a não ser que o contexto exija interpretação diferente:
a) O termo «Portugal» compreende o território da República Portuguesa, incluindo o seu mar ter- ritorial, bem como a sua zona económica exclu- siva e a sua plataforma continental, em con-
) No caso da Federação da Rússia, o Minis- tério das Finanças da Federação da Rús- sia ou o seu representante autorizado;
i) O termo «nacional» designa:
i) Todas as pessoas singulares que tenham a nacionalidade de um Estado Contra- tante; e
ii) Todas as pessoas colectivas, associações ou outras entidades constituídas de har- monia com a legislação em vigor num Estado Contratante.
2 — Para aplicação em qualquer momento da pre- sente Convenção por um Estado Contratante, qualquer expressão aí não definida terá, a não ser que o contexto exija interpretação diferente, o significado que lhe for atribuído pela legislação desse Estado relativa aos impostos que são objecto desta Convenção.
Artigo 4.ᵒ
Residente
1 — Para efeitos desta Convenção, a expressão «resi- dente de um Estado Contratante» significa qualquer pes- soa que, por virtude da legislação desse Estado, está aí sujeita a imposto, devido ao seu domicílio, à sua resi- dência, ao local de direcção, ao local de constituição ou a qualquer outro critério de natureza similar. Toda- via, esta expressão não inclui qualquer pessoa que está sujeita a imposto nesse Estado apenas relativamente ao rendimento de fontes localizadas nesse Estado.
o
formidade com a Convenção das Nações Unidas
2 — Quando, por virtude do disposto no n. 1, uma
sobre o Direito do Mar;
b) O termo «Federação da Rússia» compreende o território da Federação da Rússia, incluindo
o seu mar territorial, bem como a sua zona eco- nómica exclusiva e a sua plataforma continental, em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar;
c) As expressões «um Estado Contratante» e «o outro Estado Contratante» significam Portugal ou a Federação da Rússia, consoante resulte do contexto;
d) O termo «pessoa» compreende uma pessoa sin- gular, uma sociedade e qualquer outro agru- pamento de pessoas;
e) O termo «sociedade» significa qualquer pessoa colectiva ou qualquer entidade que é tratada como pessoa colectiva para fins tributários;
pessoa singular for residente de ambos os Estados Con- tratantes a situação será resolvida como segue:
a) Será considerada residente do Estado em que tenha uma habitação permanente à sua dispo- sição; se tiver uma habitação permanente à sua disposição em ambos os Estados, será conside- rada residente apenas do Estado com o qual sejam mais estreitas as suas relações pessoais e económicas (centro de interesses vitais);
b) Se o Estado em que tem o centro de interesses vitais não puder ser determinado ou se não tiver uma habitação permanente à sua disposição em nenhum dos Estados, será considerada residente do Estado Contratante em que permaneça habitualmente;
c) Se permanecer habitualmente em ambos os Estados ou se não permanecer habitualmente
em nenhum deles, será considerada residente do Estado de que for nacional;
d) Se for nacional de ambos os Estados ou se não for nacional de nenhum deles, as autoridades competentes dos Estados Contratantes resolve- rão o caso através de procedimento amigável.
3 — Quando, por virtude do disposto no n.ᵒ 1, uma pessoa, que não seja uma pessoa singular, for residente de ambos os Estados Contratantes será considerada resi- dente do Estado em que estiver situada a sua direcção efectiva.
Artigo 5.ᵒ
Estabelecimento estável
1 — Para efeitos desta Convenção, a expressão «esta- belecimento estável» significa uma instalação fixa atra- vés da qual a empresa exerça toda ou parte da sua actividade.
2 — A expressão «estabelecimento estável» com- preende, nomeadamente:
a) Um local de direcção;
b) Uma sucursal;
c) Um escritório;
d) Uma fábrica;
e) Uma oficina; e
f) Uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira ou qualquer local de extracção de recursos naturais.
3 — Um local ou um estaleiro de construção, de ins- talação ou de montagem só constitui um estabeleci- mento estável se a sua duração exceder 12 meses. 4 — Não obstante as disposições anteriores deste artigo, a expressão «estabelecimento estável» não com-
preende:
a) As instalações utilizadas unicamente para arma- zenar, expor ou entregar bens ou mercadorias pertencentes à empresa;
b) Um depósito de bens ou de mercadorias per- tencentes à empresa mantido unicamente para os armazenar, expor ou entregar;
c) Um depósito de bens ou de mercadorias per- tencentes à empresa mantido unicamente para serem transformados por outra empresa;
d) Uma instalação fixa mantida unicamente para comprar bens ou mercadorias ou reunir infor- mações para a empresa;
e) Uma instalação fixa mantida unicamente para exercer, para a empresa, qualquer outra acti- vidade de carácter preparatório ou auxiliar;
f) Uma instalação fixa mantida unicamente para o exercício de qualquer combinação das acti- vidades referidas nas alíneasa) ae), desde que a actividade de conjunto da instalação fixa resul- tante desta combinação seja de carácter pre- paratório ou auxiliar.
5 — Não obstante o disposto nos n.ᵒˢ 1 e 2, quando uma pessoa — que não seja um agente independente, a que é aplicável o n.ᵒ 6 — actue por conta de uma empresa e tenha e habitualmente exerça num Estado Contratante poderes para concluir contratos em nome da empresa, será considerado que esta empresa tem um estabelecimento estável nesse Estado relativamente a qualquer actividade que essa pessoa exerça para a
empresa, a não ser que as actividades de tal pessoa se limitem às indicadas no n.ᵒ 4, as quais, se fossem exercidas através de uma instalação fixa, não permi- tiriam considerar esta instalação fixa como um estabe- lecimento estável, de acordo com as disposições desse número.
6 — Não se considera que uma empresa tem um esta- belecimento estável num Estado Contratante pelo sim- ples facto de exercer a sua actividade nesse Estado por intermédio de um corretor, de um comissário-geral ou de qualquer outro agente independente, desde que essas pessoas actuem no âmbito normal da sua actividade. 7 — O facto de uma sociedade residente de um Estado Contratante controlar ou ser controlada por uma sociedade residente do outro Estado Contratante, ou que exerce a sua actividade nesse outro Estado (quer seja através de um estabelecimento estável quer de outro modo), não é, por si, bastante para fazer de qualquer dessas sociedades estabelecimento estável da outra.
Artigo 6.ᵒ
Rendimentos dos bens imobiliários
1 — Os rendimentos que um residente de um Estado Contratante aufira de bens imobiliários (incluídos os rendimentos das explorações agrícolas ou florestais) situados no outro Estado Contratante podem ser tri- butados nesse outro Estado.
2 — A expressão «bens imobiliários» terá o significado que lhe for atribuído pelo direito do Estado Contratante em que tais bens estiverem situados. A expressão com- preende sempre os acessórios, o gado e o equipamento das explorações agrícolas e florestais, os direitos a que se apliquem as disposições do direito privado relativas à propriedade de bens imóveis, o usufruto de bens imo- biliários e os direitos a retribuições variáveis ou fixas pela exploração ou pela concessão da exploração de jazigos minerais, fontes e outros recursos naturais; os navios e aeronaves não são considerados bens imobiliários.
3 — A disposição do n.ᵒ 1 aplica-se aos rendimentos derivados da utilização directa, do arrendamento ou de qualquer outra forma de utilização dos bens imobiliários. 4 — O disposto nos n.ᵒˢ 1 e 3 aplica-se igualmente aos rendimentos provenientes de bens imobiliários de uma empresa e aos rendimentos dos bens imobiliários utilizados para o exercício de profissões independentes.
Artigo 7.ᵒ
Lucros das empresas
1 — Os lucros de uma empresa de um Estado Con- tratante só podem ser tributados nesse Estado, a não ser que a empresa exerça a sua actividade no outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento estável aí situado. Se a empresa exercer a sua actividade deste modo, os seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas unicamente na medida em que forem imputáveis a esse estabelecimento estável.
2 — Com ressalva do disposto no n.ᵒ 3, quando uma empresa de um Estado Contratante exercer a sua acti- vidade no outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento estável aí situado, serão imputados, em cada Estado Contratante, a esse estabelecimento estável os lucros que este obteria se fosse uma empresa distinta e separada que exercesse as mesmas actividades ou acti- vidades similares, nas mesmas condições ou em con-
dições similares, e tratasse com absoluta independência com a empresa de que é estabelecimento estável.
3 — Na determinação do lucro de um estabeleci- mento estável é permitido deduzir as despesas que tive- rem sido feitas para realização dos fins prosseguidos por esse estabelecimento estável, incluindo as despesas de direcção a as despesas gerais de administração efec- tuadas com o fim referido, quer no Estado em que esse estabelecimento estável estiver situado quer fora dele. 4 — Se for usual num Estado Contratante determinar os lucros imputáveis a um estabelecimento estável com base numa repartição dos lucros totais da empresa entre as suas diversas partes, a disposição do n.ᵒ 2 deste artigo não impedirá esse Estado Contratante de determinar os lucros tributáveis de acordo com a repartição usual; o método de repartição adoptado deve, no entanto, con- duzir a um resultado conforme com os princípios enun-
ciados neste artigo.
5 — Nenhum lucro será imputado a um estabeleci- mento estável pelo facto da simples compra de bens ou de mercadorias, por esse estabelecimento estável, para a empresa.
6 — Para efeitos dos números precedentes, os lucros a imputar ao estabelecimento estável serão calculados, em cada ano, segundo o mesmo método, a não ser que existam motivos válidos e suficientes para proceder de forma diferente.
7 — Quando os lucros compreendam elementos do rendimento especialmente tratados noutros artigos desta Convenção, as respectivas disposições não serão afectadas pelas deste artigo.
Artigo 8.ᵒ
Lucros da navegação marítima e aérea
1 — Os lucros provenientes da exploração de navios ou aeronaves no tráfego internacional só podem ser tri- butados no Estado Contratante de que é residente a pessoa que aufere esses lucros.
2 — O disposto no n.ᵒ 1 é aplicável, igualmente, aos lucros provenientes da participação numpool,numa exploração em comum ou num organismo internacional de exploração.
3 — Quando sociedades de países diferentes acordam em exercer uma actividade de transporte aéreo sob a forma de um consórcio, o disposto do n.ᵒ 1 é aplicável à parte dos lucros do consórcio correspondente à par- ticipação detida nesse consórcio por uma sociedade resi- dente de um Estado Contratante.
Artigo 9.ᵒ
Empresas associadas
1 — Quando:
a) Uma empresa de um Estado Contratante par- ticipar, directa ou indirectamente, na direcção, no controlo ou no capital de uma empresa do outro Estado Contratante; ou
b) As mesmas pessoas participarem, directa ou indirectamente, na direcção, no controlo ou no capital de uma empresa de um Estado Con- tratante e de uma empresa do outro Estado Contratante;
e, em ambos os casos, as duas empresas, nas suas rela- ções comerciais ou financeiras, estiverem ligadas por
condições aceites ou impostas que difiram das que seriam estabelecidas entre empresas independentes, os lucros que, se não existissem essas condições, teriam sido obtidos por uma das empresas, mas não o foram por causa dessas condições, podem ser incluídos nos lucros dessa empresa e, consequentemente, tributados. 2 — Quando um Estado Contratante incluir nos lucros de uma empresa deste Estado — e tributar nessa conformidade — os lucros pelos quais uma empresa do outro Estado Contratante foi tributada neste outro Estado, e os lucros incluídos deste modo constituírem lucros que teriam sido obtidos pela empresa do primeiro Estado se as condições acordadas entre as duas empresas tivessem sido as condições que teriam sido estabelecidas entre empresas independentes, o outro Estado proce- derá ao ajustamento adequado do montante do imposto aí cobrado sobre os lucros referidos, se esse outro Estado considerar o ajustamento justificado. Na determinação deste ajustamento serão tomadas em consideração as outras disposições desta Convenção e as autoridades competentes dos Estados Contratantes consultar-se-ão,
se necessário.
Artigo 10.ᵒ
Dividendos
1 — Os dividendos pagos por uma sociedade resi- dente de um Estado Contratante a um residente do outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 — Esses dividendos podem, no entanto, ser igual- mente tributados no Estado Contratante de que é resi- dente a sociedade que paga os dividendos e de acordo com a legislação desse Estado, mas, se o beneficiário efectivo dos dividendos for um residente do outro Estado Contratante, o imposto assim estabelecido não poderá exceder 15 % do montante bruto dos dividendos. As autoridades competentes dos Estados Contratan- tes estabelecerão, de comum acordo, a forma de aplicar
estes limites.
Este número não afecta a tributação da sociedade pelos lucros dos quais os dividendos são pagos.
3 — Não obstante o disposto no n.ᵒ 2, se o beneficiário efectivo for uma sociedade que, durante um período ininterrupto de dois anos anteriormente ao pagamento dos dividendos, detenha directamente pelo menos 25 % do capital social da sociedade que paga os dividendos, o imposto assim estabelecido não poderá exceder 10 % do montante bruto desses dividendos.
4 — O termo «dividendos», usado neste artigo, sig- nifica os rendimentos provenientes de acções, ou outros direitos, com excepção dos créditos que permitam par- ticipar nos lucros, assim como os rendimentos derivados de outras partes sociais sujeitos ao mesmo regime fiscal que os rendimentos de acções pela legislação do Estado de que é residente a sociedade que os distribui. No caso de Portugal, o termo «dividendos» inclui também os rendimentos derivados de associação em participação. 5 — O disposto nos n.ᵒˢ 1, 2 e 3 não é aplicável se
o beneficiário efectivo dos dividendos, residente de um Estado Contratante, exercer no outro Estado Contra- tante de que é residente a sociedade que paga os divi- dendos uma actividade industrial ou comercial, por meio de um estabelecimento estável aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão independente, por meio de uma instalação fixa aí situada, e a participação relativamente à qual os dividendos são pagos estiver efectivamente ligada a esse estabelecimento estável ou
a essa instalação fixa. Neste caso, são aplicáveis as dis- posições do artigo 7.ᵒ ou do artigo 14.ᵒ, consoante o caso.
6 — Quando uma sociedade residente de um Estado Contratante obtiver lucros ou rendimentos provenientes do outro Estado Contratante, este outro Estado não poderá exigir nenhum imposto sobre os dividendos pagos pela sociedade, excepto na medida em que esses dividendos forem pagos a um residente desse outro Estado ou na medida em que a participação relativa- mente à qual os dividendos são pagos estiver efecti- vamente ligada a um estabelecimento estável ou a uma instalação fixa situado nesse outro Estado, nem sujeitar os lucros não distribuídos da sociedade a um imposto sobre os lucros não distribuídos, mesmo que os divi- dendos pagos ou os lucros não distribuídos consistam, total ou parcialmente, em lucros ou rendimentos pro- venientes desse outro Estado.
Artigo 11.ᵒ
Juros
1 — Os juros provenientes de um Estado Contratante e pagos a um residente do outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 — No entanto, esses juros podem ser igualmente tributados no Estado Contratante de que provêm e de acordo com a legislação desse Estado, mas, se o bene- ficiário efectivo dos juros for um residente do outro Estado Contratante, o imposto assim estabelecido não poderá exceder 10 % do montante bruto dos juros. As autoridades competentes dos Estados Contratan- tes estabelecerão, de comum acordo, a forma de aplicar
este limite.
3 — Não obstante o disposto no n.ᵒ 2, os juros pro- venientes de um Estado Contratante serão isentos de imposto nesse Estado:
a) Se o devedor dos juros for esse Estado, uma sua subdivisão política ou administrativa ou uma sua autarquia local; ou
b) Se os juros forem auferidos e detidos a título de beneficiário pelo outro Estado Contratante, uma sua subdivisão política ou administrativa ou uma sua autarquia local ou uma instituição especificada e acordada numa troca de notas entre as autoridades competentes dos Estados Contratantes em ligação com um financiamento por eles concedido ou garantido no âmbito de um acordo concluído entre os Governos dos Estados Contratantes.
4 — O termo «juros», usado neste artigo, significa os rendimentos de créditos de qualquer natureza, com ou sem garantia hipotecária e com direito ou não a participar nos lucros do devedor, e, nomeadamente, os rendimentos da dívida pública e de obrigações, incluindo prémios atinentes a essa dívida ou títulos, bem como quaisquer outros rendimentos assimilados aos rendi- mentos de importâncias emprestadas pela legislação fis- cal do Estado de que provêm os rendimentos. Para efei- tos deste artigo, não se consideram juros as penalizações por pagamento tardio.
5 — O disposto nos n.ᵒˢ 1, 2 e 3 não é aplicável se o beneficiário efectivo dos juros, residente de um Estado Contratante, exercer no outro Estado Contratante de que provêm os juros uma actividade industrial ou comer-
cial, por meio de um estabelecimento estável aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão indepen- dente, por meio de uma instalação fixa aí situada, e o crédito relativamente ao qual os juros são pagos estiver efectivamente ligado a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa. Neste caso, são aplicáveis as dis- posições do artigo 7.ᵒ ou do artigo 14.ᵒ, consoante o caso.
6 — Os juros consideram-se provenientes de um Estado Contratante quando o devedor for esse próprio Estado, uma sua subdivisão política ou administrativa, uma sua autarquia local ou um residente desse Estado. Todavia, quando o devedor dos juros, seja ou não resi- dente de um Estado Contratante, tiver num Estado Con- tratante um estabelecimento estável ou uma instalação fixa em relação ao qual haja sido contraída a obrigação pela qual os juros são pagos e esse estabelecimento está- vel ou essa instalação fixa suporte o pagamento desses juros, tais juros são considerados provenientes do Estado Contratante em que o estabelecimento estável ou a ins- talação fixa estiver situado.
7 — Quando, devido a relações, especiais existentes entre o devedor e o beneficiário efectivo ou entre ambos e qualquer outra pessoa, o montante dos juros pagos, tendo em conta o crédito pelo qual são pagos, exceder o montante que seria acordado entre o devedor e o beneficiário efectivo na ausência de tais relações, as dis- posições deste artigo são aplicáveis apenas a este último montante. Neste caso, o excesso pode continuar a ser tributado de acordo com a legislação de cada Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições desta Convenção.
Artigo 12.ᵒ
Royalties
1 — Osroyaltiesprovenientes de um Estado Contra- tante e pagos a um residente do outro Estado Con- tratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 — Todavia, essesroyaltiespodem ser igualmente tri- butados no Estado Contratante de que provêm, e de acordo com a legislação desse Estado, mas, se a pessoa que receber osroyaltiesfor o seu beneficiário efectivo, o imposto assim estabelecido não poderá exceder 10 % do montante bruto dosroyalties.
As autoridades competentes dos Estados Contratan-
tes estabelecerão, de comum acordo, a forma de aplicar este limite.
3 — O termo«royalties», usado neste artigo, significa as retribuições de qualquer natureza pagas pelo uso ou pela concessão do uso de um direito de autor sobre uma obra literária, artística ou científica, incluindo os filmes cinematográficos, bem como os filmes ou gra- vações para transmissão pela rádio ou televisão, de uma patente, de uma marca de fabrico ou de comércio, de um desenho ou de um modelo, de um plano, de uma fórmula ou de um processo secretos, bem como pelo uso ou pela concessão do uso de um equipamento indus- trial, comercial ou científico e por informações respei- tantes a uma experiência adquirida no sector industrial, comercial ou científico.
O termo«royalties»inclui também os pagamentos rela- tivos à assistência técnica prestada em conexão com o uso ou a concessão do uso dos direitos, bens ou infor- mações referidos no presente número.
4 — O disposto nos n.ᵒˢ 1 e 2 não é aplicável, se o beneficiário efectivo dosroyalties, residente de um Estado Contratante, exercer no outro Estado Contra-
tante de que provêm osroyaltiesuma actividade indus- trial ou comercial, por meio de um estabelecimento está- vel aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma pro- fissão independente, por meio de uma instalação fixa aí situada, e o direito ou bem relativamente ao qual osroyaltiessão pagos estiver efectivamente ligado a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa.
Neste caso, são aplicáveis as disposições do artigo 7.ᵒ ou do artigo 14.ᵒ consoante o caso.
5 — Osroyaltiesconsideram-se provenientes de um Estado Contratante quando o devedor for esse próprio Estado, uma sua subdivisão política ou administrativa, uma sua autarquia local ou um residente desse Estado. Todavia, quando o devedor dosroyalties, seja ou não residente de um Estado Contratante, tiver num Estado Contratante um estabelecimento estável ou uma ins- talação fixa em relação ao qual haja sido contraída a obrigação que dá origem ao pagamento dosroyalties e esse estabelecimento estável ou essa instalação fixa suportem o pagamento dessesroyalties, taisroyaltiessão considerados provenientes do Estado Contratante em que o estabelecimento estável ou a instalação fixa estiver situado.
6 — Quando, devido a relações especiais existentes entre o devedor e o beneficiário efectivo dosroyalties, ou entre ambos e qualquer outra pessoa, o montante dasroyalties, tendo em conta o uso, o direito ou as infor- mações pelos quais são pagos, exceder o montante que será acordado entre o devedor e o beneficiário efectivo na ausência de tais relações, as disposições deste artigo são aplicáveis apenas a este último montante. Neste caso, o excesso pode continuar a ser tributado de acordo com a legislação de cada Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições desta Convenção.
Artigo 13.ᵒ
Mais-valias
1 — Os ganhos que um residente de um Estado Con- tratante aufira da alienação dos bens imobiliários refe-
Artigo 14.ᵒ
Profissões independentes
1 — Os rendimentos obtidos por um residente de um Estado Contratante pelo exercício de uma profissão libe- ral ou de outras actividades de carácter independente só podem ser tributados nesse Estado, a não ser que esse residente disponha, de forma habitual, no outro Estado Contratante, de uma instalação fixa para o exer- cício das suas actividades. Se dispuser de uma instalação fixa, os rendimentos podem ser tributados no outro Estado Contratante, mas unicamente na medida em que sejam imputáveis a essa instalação fixa.
2 — A expressão «profissões liberais» abrange, em especial, as actividades independentes de carácter cien- tífico, literário, artístico, educativo ou pedagógico, bem como as actividades independentes de médicos, advo- gados, engenheiros, arquitectos, dentistas e contabilistas.
Artigo 15.ᵒ
Profissões dependentes
1 — Com ressalva do disposto nos artigos 16.ᵒ, 18.ᵒ, 19.ᵒ, 20.ᵒ e 21.ᵒ, os salários, ordenados e remunerações similares obtidos de um emprego por um residente de um Estado Contratante só podem ser tributados nesse Estado, a não ser que o emprego seja exercido no outro Estado Contratante. Se o emprego for aí exercido, as remunerações correspondentes podem ser tributadas nesse outro Estado.
2 — Não obstante o disposto no n.ᵒ 1, as remune- rações obtidas por um residente de um Estado Con- tratante de um emprego exercido no outro Estado Con- tratante só podem ser tributadas no Estado primeira- mente mencionado se:
a) O beneficiário permanecer no outro Estado durante um período ou períodos que não exce- dam, no total, 183 dias, em qualquer período de 12 meses, com início ou termo no ano fiscal em causa; e
b
ridos no artigo 6.ᵒ e situados no outro Estado Con- tratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 — Os ganhos provenientes da alienação de bens mobiliários que façam parte do activo de um estabe- lecimento estável que uma empresa de um Estado Con- tratante tenha no outro Estado Contratante, ou de bens mobiliários afectos a uma instalação fixa de que um residente de um Estado Contratante disponha no outro Estado Contratante para o exercício de uma profissão independente, incluindo os ganhos provenientes da alie- nação desse estabelecimento estável (isolado ou com o conjunto da empresa) ou dessa instalação fixa, podem ser tributados nesse outro Estado.
3 — Os ganhos auferidos por uma empresa de um Estado Contratante provenientes da alienação de navios ou aeronaves utilizados por essa empresa no tráfego internacional ou de bens mobiliários afectos à explo- ração desses navios ou aeronaves só podem ser tribu- tados nesse Estado.
4 — Os ganhos provenientes da alienação de quais- quer outros bens diferentes dos mencionados nos n.ᵒˢ 1, 2 e 3 deste artigo só podem ser tributados no Estado Contratante de que o alienante é residente.
) As remunerações forem pagas por uma entidade
patronal ou em nome de uma entidade patronal que não seja residente do outro Estado; e
c) As remunerações não forem suportadas por um estabelecimento estável ou por uma instalação fixa que a entidade patronal tenha no outro Estado.
3 — Não obstante as disposições anteriores deste artigo, as remunerações de um emprego exercido a bordo de um navio ou de uma aeronave explorados no tráfego internacional por uma empresa de um Estado Contratante podem ser tributadas nesse Estado Con- tratante.
Artigo 16.ᵒ
Remunerações de direcção
As remunerações de direcção e outras remunerações similares obtidas por um residente de um Estado Con- tratante na qualidade de membro do conselho de admi- nistração, do conselho fiscal ou de qualquer órgão aná- logo de uma sociedade residente do outro Estado Con- tratante podem ser tributadas nesse outro Estado.
Artigo 17.ᵒ
Artistas e desportistas
1 — Não obstante o disposto nos artigos 14.ᵒ e 15.ᵒ, os rendimentos obtidos por um residente de um Estado Contratante na qualidade de profissional de espectá- culos, tal como artista de teatro, cinema, rádio ou tele- visão, ou de músico, bem como de desportista, prove- nientes das suas actividades pessoais exercidas nessa qualidade no outro Estado Contratante, podem ser tri- butados nesse outro Estado.
2 — Não obstante o disposto nos artigos 7.ᵒ, 14.ᵒ e 15.ᵒ, os rendimentos da actividade exercida pessoal- mente pelos profissionais de espectáculos ou despor- tistas, nessa qualidade, atribuídos a uma outra pessoa, podem ser tributados no Estado Contratante em que são exercidas essas actividades dos profissionais de espectáculos ou dos desportistas.
3 — Não obstante o disposto nos n.ᵒˢ 1 e 2 deste artigo, os rendimentos mencionados neste artigo serão isentos de imposto no Estado Contratante onde é exer- cida a actividade do profissional de espectáculos ou do desportista, se essas actividades forem financiadas total ou substancialmente por qualquer Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local ou se essa actividade for exercida ao abrigo de um acordo desportivo ou cultural entre os Estados Contratantes.
Artigo 18.ᵒ
Pensões
Com ressalva do disposto no n.ᵒ 2 do artigo 19.ᵒ, as pensões e remunerações similares pagas a um resi- dente de um Estado Contratante em consequência de um emprego anterior só podem ser tributadas nesse Estado.
Artigo 19.ᵒ
Remunerações públicas
1 —a) Os salários, vencimentos e outras remunera- ções similares, excluindo as pensões, pagos por um Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local a uma pessoa sin- gular, em consequência de serviços prestados a esse Estado ou a essa subdivisão ou autarquia, só podem ser tributados nesse Estado.
b) Estes salários, vencimentos e outras remunerações similares só podem, contudo, ser tributados no outro Estado Contratante se os serviços forem prestados neste Estado e se a pessoa singular for um residente deste Estado:
i) Sendo seu nacional; ou
ii) Que não se tornou seu residente unicamente para o efeito de prestar os ditos serviços.
2 —a) Uma pensão paga por um Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local, quer directamente quer através de fundos por eles constituídos, a uma pessoa singular, em consequência de serviços prestados a esse Estado ou a essa subdivisão ou autarquia, só pode ser tributada nesse Estado.
b) Esta pensão só pode, contudo, ser tributada no outro Estado Contratante se a pessoa singular for um
residente e um nacional desse Estado, sem ser um nacio- nal do Estado de que deriva a pensão.
3 — O disposto nos artigos 15.ᵒ, 16.ᵒ, 17.ᵒ e 18.ᵒ apli- ca-se aos salários, vencimentos e remunerações similares e pensões pagos em consequência de serviços prestados em relação com uma actividade comercial ou industrial exercida por um Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local.
Artigo 20.ᵒ
Estudantes e estagiários
As importâncias que um estudante ou um estagiário que é ou foi imediatamente antes de visitar um Estado Contratante um residente do outro Estado Contratante e que permanece no primeiro Estado mencionado com o único fim de aí prosseguir os seus estudos ou a sua formação profissional recebe para fazer face às despesas com a sua manutenção, estudos ou formação profissional não são tributadas nesse Estado, desde que provenham de fontes situadas fora dele.
Artigo 21.ᵒ
Professores e investigadores
1 — Um professor ou um investigador que faça uma visita temporária a um Estado Contratante, com o pro- pósito de ensinar ou efectuar investigação científica numa universidade, colégio, estabelecimento de ensino, instituto de investigação ou outro estabelecimento simi- lar, reconhecido pelo próprio Estado, por uma sua sub- divisão política ou administrativa ou por uma sua autar- quia local, e que é ou foi, imediatamente antes dessa visita, residente do outro Estado Contratante, fica isento de imposto no primeiro Estado, durante um período não excedente a dois anos, quanto às remunerações obti- das em consequência de ensino ou da investigação, desde que os rendimentos provenham de fontes externas. 2 — Este artigo não se aplica a rendimentos derivados de investigação se essa investigação for efectuada não no interesse público mas, fundamentalmente, em bene- fício próprio de uma determinada pessoa ou pessoas.
Artigo 22.ᵒ
Outros rendimentos
1 — Os elementos do rendimento de um residente de um Estado Contratante, donde quer que provenham, não tratados nos artigos anteriores desta Convenção só podem ser tributados nesse Estado.
2 — O disposto no n.ᵒ 1 não se aplica ao rendimento que não seja rendimento de bens imobiliários, como são definidos no n.ᵒ 2 do artigo 6.ᵒ, auferido por um residente de um Estado Contratante que exerce no outro Estado Contratante uma actividade industrial ou comer- cial, por meio de um estabelecimento estável nele situado, ou que exerce nesse outro Estado uma profissão independente, através de uma instalação fixa nele situada, estando o direito ou a propriedade, em relação ao qual o rendimento é pago, efectivamente ligado a esse estabelecimento estável ou instalação fixa. Neste caso, são aplicáveis as disposições do artigo 7.ᵒ ou do artigo 14.ᵒ, consoante o caso.
Artigo 23.ᵒ
Eliminação da dupla tributação
A dupla tributação será eliminada do seguinte modo: Na República Portuguesa:
a) Quando um residente de Portugal obtiver rendimentos que, de acordo com o disposto nesta Convenção, possam ser tributados na Federação da Rússia, Portugal deduzirá do imposto sobre o rendimento desse resi- dente uma importância igual ao imposto sobre o rendimento pago na Federação da Rússia.
A importância deduzida não poderá, contudo, exceder a fracção do imposto sobre o rendimento, calculado antes da dedução, correspondente aos rendimentos que podem ser tributados na Federação da Rússia;
b) Quando, de acordo com o disposto nesta Convenção, o rendimento obtido por um residente de Portugal for isento de imposto neste Estado, Portugal poderá, não obstante, ao calcular o quantitativo do imposto sobre os outros rendimentos desse residente, ter em conta o rendimento isento;
Na Federação da Rússia:
Quando um residente da Rússia obtiver ren- dimentos que, de acordo com o disposto nesta Convenção, possam ser tributados em Portugal, a Rússia deduzirá do imposto sobre os rendimentos desse residente uma importância igual ao imposto sobre o ren- dimento pago em Portugal. A importância deduzida não poderá, contudo, exceder a fracção do imposto sobre o rendimento cal- culado na Rússia.
Artigo 24.ᵒ
Não discriminação
1 — Os nacionais de um Estado Contratante não fica- rão sujeitos no outro Estado Contratante a nenhuma tributação ou obrigação com ela conexa diferente ou mais gravosa do que aquelas a que estejam ou possam estar sujeitos os nacionais desse outro Estado que se encontrem na mesma situação, em especial no que se refere à residência. Não obstante o estabelecido no artigo 1.ᵒ, esta disposição aplicar-se-á também às pessoas que não são residentes de um ou de ambos os Estados Contratantes.
2 — A tributação de um estabelecimento estável que uma empresa de um Estado Contratante tenha no outro Estado Contratante não será nesse outro Estado menos favorável do que a das empresas desse outro Estado que exerçam as mesmas actividades. Esta disposição não poderá ser interpretada no sentido de obrigar um Estado Contratante a conceder aos residentes do outro Estado Contratante as deduções pessoais, abatimentos e redu- ções para efeitos fiscais atribuídos em função do estado civil ou encargos familiares concedidos aos seus próprios residentes.
3 — Salvo se for aplicável o disposto no n.ᵒ 1 do artigo 9.ᵒ, no n.ᵒ 7 do artigo 11.ᵒ ou no n.ᵒ 6 do
artigo 12.ᵒ, os juros,royaltiesou outras importâncias pagas por uma empresa de um Estado Contratante a um residente do outro Estado Contratante serão dedu- tíveis, para efeitos da determinação do lucro tributável de tal empresa, como se fossem pagas a um residente do Estado primeiramente mencionado.
4 — As empresas de um Estado Contratante cujo capital, total ou parcialmente, seja possuído ou con- trolado, directa ou indirectamente, por um ou mais resi- dentes do outro Estado Contratante não ficarão sujeitas, no Estado primeiramente mencionado, a nenhuma tri- butação ou obrigação com ela conexa diferente ou mais gravosa do que aquelas a que estejam ou possam estar sujeitas as empresas similares desse primeiro Estado. 5 — Não obstante o disposto no artigo 2.ᵒ, as dis- posições do presente artigo aplicar-se-ão aos impostos
de qualquer natureza ou denominação.
Artigo 25.ᵒ
Procedimento amigável
1 — Quando uma pessoa considerar que as medidas tomadas por um Estado Contratante ou por ambos os Estados Contratantes conduzem ou poderão conduzir, em relação a si, a uma tributação não conforme com o disposto nesta Convenção, poderá, independente- mente dos recursos estabelecidos pela legislação nacio- nal desses Estados, submeter o seu caso à autoridade competente do Estado Contratante de que é residente ou, se o seu caso está compreendido no n.ᵒ 1 do artigo 24.ᵒ, à do Estado Contratante de que é nacional. O caso deverá ser apresentado dentro de dois anos a contar da data da primeira comunicação da medida que der causa à tributação não conforme com o disposto na presente Convenção.
2 — Essa autoridade competente, se a reclamação se lhe afigurar fundada e não estiver em condições de lhe dar uma solução satisfatória, esforçar-se-á por resolver a questão através de acordo amigável com a autoridade competente do outro Estado Contratante, a fim de evitar a tributação não conforme com o disposto na presente Convenção. O acordo alcançado será aplicado indepen- dentemente dos prazos estabelecidos no direito interno dos Estados Contratantes.
3 — As autoridades competentes dos Estados Con- tratantes esforçar-se-ão por resolver, através de acordo amigável, as dificuldades ou as dúvidas a que possa dar lugar a interpretação ou a aplicação da Convenção. 4 — As autoridades competentes dos Estados Con- tratantes poderão comunicar directamente entre si, incluindo através de uma comissão composta por si ou pelos seus representantes, a fim de chegarem a acordo
nos termos indicados nos números anteriores.
Artigo 26.ᵒ
Troca de informações
1 — As autoridades competentes dos Estados Con- tratantes trocarão entre si as informações necessárias para aplicar as disposições desta Convenção ou das leis internas dos Estados Contratantes relativas aos impostos abrangidos por esta Convenção, na medida em que a tributação nelas prevista não seja contrária a esta Con- venção. A troca de informações não é restringida pelo disposto no artigo 1.ᵒ As informações obtidas por um Estado Contratante serão consideradas secretas do
mesmo modo que as informações obtidas com base na legislação interna desse Estado, e só poderão ser comu- nicadas às pessoas ou autoridades (incluindo tribunais a autoridades administrativas) encarregadas do lança- mento ou cobrança dos impostos abrangidos por esta Convenção, ou dos procedimentos declarativos ou exe- cutivos relativos a estes impostos, ou da decisão de recur- sos referentes a estes impostos. Essas pessoas ou auto- ridades utilizarão as informações assim obtidas apenas para os fins referidos. Essas informações poderão ser utilizadas no caso de audiências públicas de tribunais ou de sentença judicial.
2 — O disposto no n.ᵒ 1 nunca poderá ser interpre- tado no sentido de impor a um Estado Contratante a obrigação:
a) De tomar medidas administrativas contrárias à sua legislação e à sua prática administrativa ou às do outro Estado Contratante;
b) De fornecer informações que não possam ser obtidas com base na sua legislação ou no âmbito da sua prática administrativa normal ou das do outro Estado Contratante;
c) De transmitir informações reveladoras de segre- dos comerciais, industriais ou profissionais, ou processos comerciais ou informações cuja comu- nicação seja contrária à ordem pública.
Artigo 27.ᵒ
Membros das missões diplomáticas e postos consulares
O disposto na presente Convenção não prejudicará os privilégios fiscais de que beneficiem os membros das missões diplomáticas e postos consulares em virtude das regras gerais do direito internacional ou de disposições de acordos especiais.
Artigo 28.ᵒ
Entrada em vigor
1 — Os Estados Contratantes notificar-se-ão mediante aviso, por via diplomática, sobre a conclusão dos procedimentos legalmente exigidos para a entrada em vigor desta Convenção.
2 — A Convenção entrará em vigor na data da última das notificações referidas no n.ᵒ 1 e as suas disposições aplicam-se:
a) Em Portugal:
i) Aos impostos devidos na fonte cujo facto gerador surja em ou depois de 1 de Janeiro do ano imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da presente Convenção;
ii) Aos demais impostos, relativamente aos rendimentos produzidos no ano fiscal com início em ou depois de 1 de Janeiro do ano imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da presente Convenção;
b) Na Federação da Rússia:
i) Aos impostos devidos na fonte, relativa- mente aos montantes pagos ou creditados em ou depois de 1 de Janeiro do ano civil seguinte ao ano em que a Convenção entrar em vigor;
ii) Aos demais impostos, relativamente aos anos fiscais que comecem em ou depois de 1 de Janeiro do ano civil seguinte ao ano em que a Convenção entrar em vigor.
Artigo 29.ᵒ
Denúncia
A presente Convenção estará em vigor enquanto não for denunciada por um Estado Contratante. Qualquer dos Estados Contratantes pode denunciar a Convenção por via diplomática mediante um aviso prévio mínimo de seis meses antes do fim de qualquer ano civil posterior ao período de cinco anos a contar da data da entrada em vigor da Convenção. Nesse caso, a Convenção dei- xará de se aplicar:
a) Em Portugal:
i) Aos impostos devidos na fonte cujo facto gerador surja em ou depois de 1 de Janeiro imediatamente após a data em que o período referido no aviso de denún- cia expira;
ii) Aos demais impostos, relativamente aos rendimentos produzidos no ano fiscal com início em ou depois de 1 de Janeiro imediatamente após a data em que o período referido na nota de denúncia expira;
b) Na Federação da Rússia:
i) Aos impostos devidos na fonte, relativa- mente aos montantes pagos ou creditados em ou depois de 1 de Janeiro do ano civil imediatamente seguinte àquele em que o aviso de denúncia expira;
ii) Aos demais impostos, relativamente aos anos fiscais que comecem em ou depois de 1 de Janeiro do ano civil seguinte ao ano em que o aviso de denúncia foi enviado.
Em testemunho do qual, os signatários, devidamente autorizados para o efeito, assinaram à presente Con- venção.
Feito em duplicado, em Moscovo, aos 29 dias do mês de Maio de 2000, nas línguas portuguesa, russa e inglesa, sendo todos os textos igualmente autênticos. No caso de interpretação divergente, prevalecerá o texto inglês.
Pelo Governo da República Portuguesa:
Pelo Governo da Federação da Rússia:
PROTOCOLO
No momento da assinatura da Convenção entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Fede- ração da Rússia para Evitar a Dupla Tributação e Pre- venir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, os signatários acordaram nas disposições seguintes, que fazem parte integrante da Convenção: 1 — No que respeita à aplicação do n.ᵒ 2 do artigo 3.ᵒ, no caso de Portugal, qualquer significado derivado da legislação fiscal aplicável prevalecerá sobre qualquer sig-
nificado derivado de outra legislação.
2 — No que respeita à aplicação do artigo 6.ᵒ, nada na Convenção afectará o direito do Estado Contratante em que se situe a propriedade imobiliária de aplicar as disposições deste artigo a rendimentos dessa pro- priedade imobiliária ou a rendimentos derivados de ser- viços relacionados com o uso ou o direito do uso da propriedade imobiliária que, nos termos da legislação fiscal desse Estado Contratante, sejam assimilados ao rendimento da propriedade imobiliária.
3 — As disposições do artigo 24.ᵒ não são impeditivas da aplicação da legislação fiscal das Partes Contratantes respeitante à subcapitalização.
4 — O disposto no artigo 24.ᵒ será interpretado no sentido de que cada Parte Contratante pode aplicar os seus próprios procedimentos internos no que respeita ao ónus da prova no concernente à dedutibilidade das despesas suportadas.
Em testemunho do qual, os signatários, devidamente autorizados para o efeito, assinaram o presente Pro- tocolo.
Feito em duplicado, em Moscovo, aos 29 dias do mês de Maio de 2000, nas línguas inglesa, russa a portuguesa, sendo todos os textos igualmente válidos.
No caso de qualquer divergência de interpretação, o texto inglês prevalecerá.
Pelo Governo da República Portuguesa:
Pelo Governo da Federação da Rússia:
CONVENTION BETWEEN THE GOVERNMENT OF THE PORTUGUESE REPUBLIC AND THE GOVERNMENT OF THE RUSSIAN FEDER- ATION FOR THE AVOIDANCE OF DOUBLE TAXATION AND THE PREVENTION OF FISCAL EVASION WITH RESPECT TO TAXES ON INCOME.
The Government of the Portuguese Republic and the Government of the Russian Federation, desiring to con- clude a convention for the avoidance of doube taxation and the prevention of fiscal evasion with respect to taxes on income, have agreed as follows:
Article 1
Personal scope
This Convention shall apply to persons who are res- idents of one or both of the Contracting States.
Article 2
Taxes covered
1 — This Convention shall apply to taxes on income imposed on behalf of a Contracting State or of its polit- ical or administrative subdivisions or local authorities, irrespective of the manner in which they are levied. 2 — There shall be regarded as taxes on income all taxes imposed on total income or on elements of income, including taxes on gains from the alienation of movable or immovable property, taxes on the total amounts of wages or salaries paid by enterprises, as well as taxes
on capital appreciation.
3 — The existing taxes to which the Convention shall apply are, in particular:
a) In the case of Portugal:
i) The personal income tax;
ii) The corporate income tax; and
iii) The local surtax on corporate income tax;
hereinafter referred to as «Portuguese tax»;
b) In the case of the Russian Federation:
i) The tax on profits (income) of enterprises and organisations;
ii) The income tax on individuals;
hereinafter referred to as «Russian tax».
4 — The Convention shall apply also to any identical or substantially similar taxes which are imposed after the date of signature of this Convention in addition to,
or in place of, the existing taxes. The competent author- ities of the Contracting States shall notify each other of any substantial changes which have been made in their respective taxation laws.
Article 3
General definitions
1 — For the purposes of this Convention, unless the content otherwise requires:
a) The term «Portugal» means the territory of Por- tuguese Republic, including its territorial sea as well as its exclusive economic zone and con- tinental shelf, determined accordingly to the United Nations Convention on the Law of the Sea;
b) The term «the Russian Federation» means the territory of the Russian Federation, including its territorial sea, as well as its exclusive eco- nomic zone and continental shelf, determined accordingly to the United Nations Convention on the Law of the Sea;
c) The terms «a Contracting State» and «the other Contracting State» mean Portugal or the Rus- sian Federation, as the context requires;
d) The term «person» includes an individual, a company and any other body of persons;
e) The term «company» means anybody corporate or any entity which is treated as a body corporate for tax purposes;
f) The terms «enterprise of a Contracting State» and «enterprise of the other Contracting State» mean respectively an enterprise carried on by a resident of a Contracting State and an enter- prise carried on by a resident of the other Con- tracting State;
g) The term «international trafic» means any trans- port by a ship or aircraft operated by an enter- prise which is a resident of a Contracting State, except when the ship or aircraft is operated solely between places in the other Contracting State;
h) The term «competent authority» means:
i) In the case of Portugal, the Minister of Finance, the Director General of Taxa- tion or their authorised representative;
ii) In the case of the Russian Federation, the Ministry of Finance of the Russian Federation or its authorized represen- tatives;
i) The term «national» means:
i) Any individual possessing the nationality of a Contracting State;
ii) Any legal person, partnership, associa- tion or other entity deriving its status as such from the laws in force in a Con- tracting State.
2 — As regards the application of the Convention at any time by a Contracting State, any term not defined
therein shall, unless the context otherwise requires, have the meaning which it has at that time under the law of that State for the purposes of the taxes to which the Convention applies.
Article 4
Resident
1 — For the purposes of this Convention, the term
«resident of a Contracting State» means any person who, under the laws of that State, is liable to tax therein by reason of his domicile, residence, place of manage- ment, place of incorporation or any other criterion of a similar nature. This term however does not include any person who is liable to tax in that State in respect only of income from sources in that State.
2 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 an individual is a resident of both Contracting States, then his status shall be determined as follows:
a) He shall be deemed to be a resident only of the State in which he has a permanent home available to him, if he has a permanent home available to him in both States, he shall be deemed to be a resident only of the State with which his personal and economic relations are closer (centre of vital interest);
b) If the State in which he has his centre of vital interest cannot be determined, or if he has not a permanent home available to him in either State, he shall be deemed to be a resident only of the State in which he has an habitual abode;
c) If he has an habitual abode in both States or in neither of them, he shall be deemed to be a resident in only of the State of which he is a national;
d) If he is a national of both States or of neither of them, the competent authorities of the Con- tracting States shall settle the question by mutual agreement.
3 — Where by reason of the provisions of paragraph 1 a person other than an individual is a resident of both Contracting States, then it shall be deemed to be a res- ident only of the State in which its place of effective management is situated.
Article 5
Permanent establishment
1 — For the purposes of this Convention, the term
«permanent establishment» means a fixed place of busi- ness through which the business of an enterprise is wholly or partly carried on.
2 — The term «permanent establishment» includes especially:
a) A place of management;
b) A branch;
c) An office;
d) A factory;
e) A workshop; and
f) A mine, an oil or gas well, a quarry or any other place of extraction of natural resources.
3 — A building site, a construction, assembly or insta- lation project constitutes a permanent establishment only if it lasts more than 12 months.
4 — Notwithstanding the preceding provisions of this article, the term «permanent establishment» shall be deemed not to include:
a) The use of facilities solely for the purpose of storage, display or delivery of goods or mer- chandise belonging to the enterprise;
b) The maintenance of a stock of goods or mer- chandise belonging to the enterprise solely for the purpose of storage, display or delivery;
c) The maintenance of a stock of goods or mer- chandise belonging to the enterprise solely for the purpose of processing by another enterprise;
d) The maintenance of a fixed place of business solely for the purpose of purchasing goods or merchandise or of collecting information for the enterprise;
e) The maintenance of a fixed place of business solely for the purpose of carrying on, for the enterprise, any other activity of a preparatory or auxiliary character;
f) The maintenance of a fixed place of business solely for any combination of activities men- tioned in subparagraphsa) toe), provided that the overall activity of the fixed place of business resulting from this combination is of a prepar- atory or auxiliary character.
5 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and 2, where a person — other than an agent of an independent status to whom paragraph 6 applies — is acting on behalf of an enterprise and has, and habitually exercises, in a Contracting State an authority to conclude contracts in the name of the enterprise, that enterprise shall be deemed to have a permanent establishment in that State in respect of any activities which that person undertakes for the enterprise, unless the activities of such person are limited to those mentioned in paragraph 4 which, if exercised through a fixed place of business, would not make this fixed place of business a permanent establishment under the provisions of that paragraph. 6 — An enterprise shall not be deemed to have a permanent establishment in a Contracting State merely because it carries on business in that State through a broker, general commission agent or any other agent of an independent status, provided that such persons are acting in the ordinary course of their business. 7 — The fact that a company which is a resident of
a Contracting State controls or is controlled by a com-
pany which is a resident of the other Contracting State, or which carries on business in that other State (whether through a permanent establishment or otherwise), shall not of itself constitute either company a permanent establishment of the other.
Article 6
Income from immovable property
1 — Income derived by a resident of a Contracting State from immovable property (including income from agriculture or forestry) situated in the other Contracting State may be taxed in that other State.
2 — The term «immovable property» shall have the meaning which it has under the law of the Contracting State in which the property in question is situated. The term shall in any case include property accessory to immovable property, livestock and equipment used in agriculture and forestry, rights to which the provisions of law respecting landed property apply, any right to use immovable property known as usufruct and rights to variable or fixed payments as consideration for the working of, or the right to work, mineral deposits, sour- ces and other natural resources; ships and aircraft shall not be regarded as immovable property.
3 — The provisions of paragraph 1 shall apply to income derived from the direct use, letting, or use in any other form of immovable property.
4 — The provisions of paragraphs 1 and 3 shall also apply to the income from immovable property of an enterprise and to income from immovable property used for the performance of independent personal services.
Article 7
Bussiness profits
1 — The profits of an enterprise of a Contracting State shall be taxable only in that State unless the enter- prise carries on business in the other Contracting State through a permanent establishment situated therein. If the enterprise carries on business as aforesaid, the profits of the enterprise may be taxed in the other State but only so much of them as is attributable to that permanent establishment.
2 — Subject to the provisions of paragraph 3, where an enterprise of a Contracting State carries on business in the other Contracting State through a permanent establishment situated therein, there shall in each Con- tracting State be attributed to that permanent estab- lishment the profits which it might be expected to make if it were a distinct and separate enterprise engaged in the same or similar activities under the same or similar conditions and dealing wholly independently with the enterprise of which it is a permanent establishment. 3 — In determining the profits of a permanent estab- lishment, there shall be allowed as deductions expenses which are incurred for the purposes of the permanent establishment, including executive and general admin- istrative expenses so incurred, whether in the State in which the permanent establishment is situated or
elsewhere.
4 — Insofar as it has been customary in a Contracting State to determine the profits to be attributed to a per- manent establishment on the basis of an apportionment of the total profits of the enterprise to its various parts, nothing in paragraph 2 of this article shall preclude that Contracting State from determining the profits to be taxed by such an apportionment as may be customary; the method of apportionment adopted shall, however, be such that the result shall be in accordance with the principles contained in this article.
5 — No profits shall be attributed to a permanent establishment by reason of the mere purchase by that permanent establishment of goods or merchandise for the enterprise.
6 — For the purposes of the preceding paragraphs, the profits to be attributed to the permanent establish-
ment shall be determined by the same method year by year unless there is good and sufficient reason to the contrary.
7 — Where profits include items of income which are dealt with separately in other articles of this Convention, then the provisions of those articles shall not be affected by the provisions of this article.
Article 8
Profits from shipping and air transport
1 — Profits from the operation of ships or aircraft in international traffic shall be taxable only in the Con- tracting State of which the person deriving such profits is a resident.
2 — The provisions of paragraph 1 shall also apply to profits from the participation in a pool, a joint busi- ness or an international operating agency.
3 — Whenever companies from different countries have agreed to carry on an air transportation business together in the form of a consortium, the provisions of paragraph 1 shall apply to such part of the profits of the consortium as corresponds to the participation held in that consortium by a company that is a resident of a Contracting State.
Article 9
Associated enterprises
1 — Where:
a) An enterprise of a Contracting State participates directly or indirectly, in the management, con- trol or capital of an enterprise of the other Con- tracting State; or
b) The same persons participate directly or indir- ectly in the management, control or capital of an enterprise of a Contracting State and an enterprise of the other Contracting State;
and in either case conditions are made or imposed between the two enterprises in their commercial or financial relations which differ from those which would be made between independent enterprises, then any profits which would, but for those conditions, have accrued to one of the enterprises, but, by reason of those conditions, have not so accrued, may be included in the profits of that enterprise and taxed accordingly. 2 — Where a Contracting State includes in the profits of an enterprise of that State — and taxes accordingly — profits on which an enterprise of the other Contracting State has been charged to tax in that other State and the profits so included are profits which would have accrued to the enterprise of the first-mentioned State if the conditions made between the two enterprises had been those which would have been made between inde- pendent enterprises, then that other State shall make an appropriate adjustment to the amount of the tax charged there in on those profits where that other State considers the adjustment justified. In determining such adjustment, due regard shall be had to the other pro- visions of this Convention and the competent authorities of the Contracting States shall if necessary consult each
other.
Article 10
Dividends
1 — Dividends paid by a company which is a resident of a Contracting State to a resident of the other Con- tracting State may be taxed in that other State.
2 — However, such dividends may also be taxed in the Contracting State of which the company paying the dividends is a resident and according to the laws of that State, but if the beneficial owner of the dividends is a resident of the other Contracting State, the tax so charged shall not exceed 15 per cent of the gross amount of the dividends.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the mode of application of these limitations.
This paragraph shall not affect the taxation of the company in respect of the profits out of which the div- idends are paid.
3 — Notwithstanding the provisions of paragraph 2, if the beneficial owner is a company that, for an unin- terrupted period of two years prior to the payment of the dividend, owns directly at least 25 per cent of the capital of the company paying the dividends, the tax so charged shall not exceed 10 per cent of the gross amount of such dividends.
4 — The term «dividends» as used in this article means income from shares, or other rights, not being debt-claims, participating in profits, as well as income from other corporate rights which is subjected to the same taxation treatment as income from shares by the laws of the State of which the company making the distribution is a resident. In the case of Portugal, the term also includes profits attributed under an arrange- ment for participation in profits.
5 — The provisions of paragraphs 1, 2 and 3 shall not apply if the beneficial owner of the dividends, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other Contracting State of which the company paying the dividends is a resider, through a permanent establishment situated therein, or performs in that other State independent personal services from a fixed base situated therein, and the holding in respect of which the dividends are paid is effectively connected with such permanent establishment or fixed base. In such case the provisions of article 7 or article 14, as the case may be, shall apply.
6 — Where a company which is a resident of a Con- tracting Stage derives profits or income from the other Contracting State, that other State may not impose any tax on the dividends paid by the company, except insofar as such dividends are paid to a resident of that other State or insofar as the holding in respect of which the dividends are paid is effectively connected with a per- manent establishment or a fixed base situated in that other State, nor subject the company’s undistributed profits to a tax on the company’s undistributed profits, even if the dividends paid or the undistributed profits consist wholly or partly of profits or income arising in such other State.
Article 11
Interest
1 — Interest arising in a Contracting State and paid to a resident of the other Contracting State may be taxed in that other State.
2 — However, such interest may also be taxed in the Contracting State in which it arises and according to the laws of that State, but if the beneficial owner of the interest is a resident of the other Contracting State, the tax so charged shall not exceed 10 per cent of the gross amount of the interest.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the mode of application of this limitation.
3 — Notwithstanding the provisions of paragraph 2, interest arising in a Contracting State shall be exempt from tax in that State:
a) If the debtor of such interest is that State, a political or administrative subdivision or a local authority thereof; or
b) If interest is derived and beneficially owned by other Contracting State, a political or admin- istrative subdivision, or a local authority thereof or any institution specified and agreed to in an exchange of notes between the competent authorities of the Contracting States in connec- tion with any credit granted or guaranteed by them under an agreement between the Gov- ernments of the Contracting States.
4 — The term «interest» as used in this article means income from debt-claims of every kind, whether or not secured by mortgage and whether or not carrying a right to participate the in debtor’s profits, and in particular, income from government securities and income from bonds or debentures including premiums and prizes attaching to such securities, bonds or debentures, as well as all other income assimilated to income from money lent by the taxation law of the State in which income arises. Penalty charges for late payment shall not be regarded as interest for the purpose of this article. 5 — The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not apply if the beneficial owner of the interest, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other Contracting State in which the interest arises, through a permanent establishment situated therein, or performs in that other State independent personal ser- vices from a fixed base situated therein, and the debt- claim in respect of which the interest is paid is effectively connected with such permanent establishment or fixed base. In such case the provisions of article 7 or article 14,
as the case may be, shall apply.
6 — Interest shall be deemed to arise in a Contracting State when the payer is that State itself, a political or administrative subdivision, a local authority or a resident of that State. Where, however, the person paying the interest, whether he is a resident of a Contracting State or not, has in a Contracting State a permanent estab- lishment or a fixed base in connection with which the indebtedness on which the interest is paid was incurred, and such interest is borne by such permanent estab- lishment or fixed base, then such interest shall be deemed to arise in the State in which the permanent establishment or fixed base is situated.
7 — Where, by reason of a special relationship between the payer and the beneficial owner or between both of them and some other person, the amount of the interest, having regard to the debt claim for which
it is paid, exceeds the amount which would have been agreed upon by the payer and the beneficial owner in the absence of such relationship, the provisions of this article shall apply only to the last-mentioned amount. In such case, the excess part of the payments shall remain taxable according to laws of each Contracting State, due regard being had to the other provisions of this Con- vention.
Article 12
Royalties
1 — Royalties arising in a Contracting State and paid to a resident of the other Contracting State may be taxed in that other State.
2 — However, such royalties may also be taxed in the Contracting State in which they arise, and according to the laws of that State, but if the recipient is the ben- eficial owner of the royalties the tax so charged shall not exceed 10 per cent of the gross amount of the royalties.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the mode of application of this limitation.
3 — The term «royalties», as used in this article, means payments of any kind received as a consideration for the use of, or the right to use, any copyright of literary, artistic or scientific work including cinemato- graph films and films or tapes for radio or television broadcasting, any patent, trade mark, design or model, plan, secret formula or process, or for the use of, or the right to use, industrial, commercial, or scientific equipment, or for information concerning industrial, commercial or scientific experience.
The term «royalties» also includes payments in con- sideration for technical assistance in connection with the use of or the right to use any copyright, goods or information as referred under this paragraph.
4 — The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not apply if the beneficial owner of the royalties, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other Contracting State in which the royalties arise, through a permanent establishment situated therein, or performs in that other State independent personal ser- vices from a fixed base situated therein, and the right or property in respect of which the royalties are paid is effectively connected with such permanent establis- ment or fixed base. In such case the provisions of article 7 or article 14, as the case may be, shall apply.
5 — Royalties shall be deemed to arise in a Contract- ing State where the payer is that State itself, a political or administrative subdivision, a local authority or a res- ident of that State. Where, however, the person paying the royalties, whether he is a resident of a Contracting State or not, has in a Contracting State a permanent establishment or a fixed base in connection with which the obligation to pay the royalties was incurred, and such royalties are borne by that permanent establish- ment or fixed base, then such royalties shall be deemed to arise in the State in which the permanent establish- ment or fixed base is situated.
6 — Where, by reason of a special relationship between the payer and the beneficial owner or between both of them and some other person, the amount of the royalties paid, having regard to the use, right or
information for which they are paid, exceeds the amount which would have been agreed upon by the payer and the beneficial owner in the absence of such relationship, the provisions of this article shall apply only to the last- mentioned amount. In such case, the excess part of the payments shall remain taxable according to the laws of each Contracting State, due regard being had to the other provisions of this Convention.
Article 13
Capital gains
1 — Gains derived by a resident of a Contracting State from the alienation of immovable property referred to in article 6 and situated in the other Contracting State may be taxed in that other State.
2 — Gains from the alienation of movable property forming part of the business property of a permanent establishment which an enterprise of a Contracting State has in the other Contracting State or of movable prop- erty pertaining to a fixed base available to a resident of a Contracting State in the other Contracting State for the purpose of performing independent personal ser- vices, including such gains from the alienation of such a permanent establishment (alone or with the whole enterprise) or such fixed base, may be taxed in that other State.
3 — Gains derived by an enterprise of a Contracting State from the alienation of ships or aircraft operated by such enterprise in international traffic or of movable property pertaining to the operation of such ships or aircraft shall be taxable only in that State.
4 — Gains from the alienation of any property other than that referred to in paragraphs 1, 2 and 3, shall be taxable only in the Contracting State of which the alienator is a resident.
Article 14
Income from independent personal services
1 — Income derived by a resident of a Contracting Sate in respect of professional services or other activities of an independent character shall be taxable only in that State unless he has a fixed base regularly available to him in the other Contracting State for the purpose of performing his activities. If he has such a fixed base, the income may be taxed in the other State but only so much of it as is attributable to that fixed base. 2 — The term «professional services» includes espe- cially independent scientific, literary, artistic, educa- tional or teaching activities as well as the independent activities of physicians, lawyers, engineers, architects,
dentists and accountants.
Article 15
Income from dependent personal services
1 — Subject to the provisions of articles 16, 18, 19, 20 and 21, salaries, wages and other similar remuner- ation derived by a resident of a Contracting State in respect of an employment shall be taxable only in that State unless the employment is exercised in the other Contracting State. If the employment is so exercised, such remuneration as is derived therefrom may be taxed in that other State.
2 — Notwithstanding the provisions of paragraph 1, remuneration derived by a resident of a Contracting State in respect of an employment exercised in the other Contracting State shall be taxable only in the first-men- tioned State if:
a) The recipient is present in the other State for a period or periods not exceeding in the aggre- gate 183 days in any 12 month period commenc- ing or ending in the fiscal year concerned; and
b) The remuneration is paid by, or on behalf of, an employer who is not a resident of the other State; and
c) The remuneration is not borne by a permanent establishment or a fixed base which the employer has in the other State.
3 — Notwithstanding the preceding provisions of this article, remuneration derived in respect of an employ- ment exercised aboard a ship or aircraft operated in international traffic by an enterprise of a Contracting State in international traffic, may be taxed in that Con- tracting State.
Article 16
Director’s fees
Director’s fees and other similar payments derived by a resident of a Contracting State in his capacity as a member of the board of directors or supervisory board or any similar organ of a company which is a resident of the other Contracting State may be taxed in that other State.
Article 17
Artistes and sportsmen
1 — Notwithstanding the provisions of articles 14 and 15, income derived by a resident of a Contracting State as an entertainer, such as a theatre, motion picture, radio or television artiste, or a musician, or as a sports- man, from his personal activities as such exercised in the other Contracting State, may be taxed in that other State.
2 — Where income in respect of personal activities exercised by an entertainer or a sportsman in his capacity as such accrues not to the entertainer or sportsman him- self but to another person, that income may, notwith- standing the provisions of articles 7, 14 and 15, be taxed in the Contracting State in which the activities of the entertainer or sportsman are exercised.
3 — Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and 2 of this article, income mentioned in this article shall be exempt from tax in the Contracting State in which the activity of the entertainer or sportsman is exercised provided that this activity is supported wholly or substantially by either Contracting State, or a political or administrative subdivision or a local authority thereof or the activity is exercised under a sport or cultural agreement between the Contracting States.
Article 18
Pensions
Subject to the provisions of paragraph 2 of article 19, pensions and other similar remuneration paid to a res- ident of a Contracting State in consideration of past employment shall be taxable only in that State.
Article 19
Government service
1 —a) Salaries, wages and other similar remuner- ation, other than a pension, paid by a Contracting State or a political or administrative subdivision or a local authority thereof to an individual in respect of services rendered to that State or subdivision or authority shall be taxable only in that State.
b) However, such salaries, wages and other similar remuneration shall be taxable only in the other Con- tracting State if the services are rendered in that State and the individual is a resident of that State, not being a national of the other Contracting State, who:
i) Is a national of that State; or
ii) Did not became a resident of that State solely for the purpose of rendering the services.
2 —a) Any pension paid by, or out of funds created by, a Contracting State or a political or administrative subdivision or a local authority thereof to an individual in respect of services rendered to that State or sub- division on authority shall be taxable only in that State.
b) However, such pension shall be taxable only in the other Contracting State if the individual is a resident of, and a national of, that State without being a national of the State from which the pension is derived.
3 — The provisions of articles 15, 16, 17 and 18 shall apply to salaries, wages and other similar remuneration, and to pensions, in respect of services rendered in con- nection with a business carried on by a Contracting State or a political or administrative subdivision or a local authority thereof.
Article 20
Students and business apprentices
Payments which a student or business apprentice who is or was immediately before visiting a Contracting State a resident of the other Contracting State and who is present in the first mentioned State solely for the pur- pose of his education or training receives for the purpose of his maintenance, education or training shall not be taxed in that State, provided that such payments arise from sources outside that State.
Article 21
Professors, teachers and researchers
1 — A professor, a teacher or a researcher who makes a temporary visit to a Contracting State for the purpose of teaching or conducting research at a university, col- lege, school, research institute or other similar estab- lishment, recognized by the State itself, a political or administrative subdivision or local authority thereof, and who is, or immediately before such visit was, a resident of the other Contracting State, shall be exempt, for a period not exceeding two years, from tax in the first mentioned Contracting State in respect of remuneration for such teaching or research if the income is derived from abroad.
2 — This article shall not apply to income from research if such research is undertaken not in the public interest but primarily for the private benefit of a specific person or persons.
Article 22
Other income
1 — Items of income of a resident of a Contracting State, wherever arising, not dealt with in the foregoing articles of this Convention shall be taxable only in that State.
2 — The provisions of paragraph 1 shall not apply to income, other than income from immovable property as defined in paragraph 2 of article 6, if the recipient of such income, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other Contracting State through a permanent establishment situated therein, or performs in that other State independent personal ser- vices from a fixed base situated therein, and the right or property in respect of which the income is paid is effectively connected with such permanent establish- ment or fixed base. In such case the provisions of article 7 or article 14, as the case may be, shall apply.
Article 23
Elimination of double taxation
The double taxation shall be eliminated as follows: In the Portuguese Republic:
a) Where a resident of Portugal derives income which in accordance with the provisions of this Convention may be taxed in the Rus- sian Federation, Portugal shall allow as a deduction from the tax on the income of that resident an amount equal to the income tax paid in the Russian Federation. Such deduction shall not, however, exceed that part of the income tax as computed before the deduction is given, which is attributable to the income which may be taxed in the Russian Federation;
b) Where in accordance with any provision of the Convention income derived by a res- ident of Portugal is exempt from tax in this State, Portugal may nevertheless, in cal- culating the amount of tax on the remaining income of such resident, take into account the exempted income;
In the Russian Federation:
Where a resident of Russia derives income which in accordance with the provisions of this Convention may be taxed in Portugal, the amount of tax on that income payable in Portugal may be credited against the tax imposed in Russia. The amount of credit, however, shall not exceed the amount of the tax of that income computed in Russia.
Article 24
Non-discrimination
1 — Nationals of a Contracting State shall not be sub- jected in the other Contracting State to any taxation or any requirement connected therewith, which is other or more burdensome than the taxation and connected requirements to which nationals of that other State in
the same circumstances, in particular with respect to residence, are or may be subjected. This provision shall, notwithstanding the provisions of article 1, also apply to persons who are not residents of one or both of the Contracting States.
2 — The taxation on a permanent establishment which an enterprise of a Contracting State has in the other Contracting State shall not be less favourably lev- ied in that other State than the taxation levied on enter- prises of that other State carrying on the same activities. This provision shall not be construed as obliging a Con- tracting State to grant to residents of the other Con- tracting State any personal allowances, reliefs and reduc- tions for taxation purposes on account of civil status or family responsibilities which it grants to its own residents.
3 — Except where the provisions of paragraph 1 of article 9, paragraph 7 of article 11, or paragraph 6 of article 12 apply, interest, royalties and other disburse- ments paid by an enterprise of a Contracting State to a resident of the other Contracting State shall, for the purpose of determining the taxable profits of such enter- prise, be deductible under the same conditions as if they had been paid to a resident of the first-mentioned State. 4 — Enterprises of a Contracting State, the capital of which is wholly or partly owned or controlled, directly or indirectly, by one or more residents of the other Con- tracting State, shall not be subjected in the first-men- tioned State to any taxation or any requirement con- nected therewith which is other or more burdensome than the taxation and connected requirements to which other similar enterprises of the first-mentioned State
are or may be subjected.
5 — The provisions of this article shall, notwithstand- ing the provisions of article 2, apply to taxes which are the subject of this Convention.
Article 25
Mutual agreement procedure
1 — Where a person considers that the actions of one or both of the Contracting States result or will result for him in taxation not in accordance with the provisions of this Convention, he may, irrespective of the remedies provided by the domestic law of those States, present his case to the competent authority of the Contracting State of which he is a resident or, if his case comes under paragraph 1 of article 24, to that of the Con- tracting State of which he is a national. The case must be presented within two years from the first notification of the action resulting in taxation not in accordance with the provisions of the Convention.
2 — The competent authority shall endeavour, if the objection appears to it to be justified and if it is not itself able to arrive at a satisfactory solution, to resolve the case by mutual agreement with the competent authority of the other Contracting State, with a view to the avoidance of taxation which is not in accordance with the Convention. Any agreement reached shall be implemented notwithstanding any time limits in the domestic law of the Contracting States.
3 — The competent authorities of the Contracting States shall endeavour to resolve by mutual agreement
any difficulties or doubts arising as to the interpretation or application of the Convention.
4 — The competent authorities of the Contracting States may communicate with each other directly, includ- ing through a joint commission consisting of themselves or their representatives, for the purpose of reaching an agreement in the sense of the preceding paragraphs.
Article 26
Exchange information
1 — The competent authorities of the Contracting States shall exchange such information as is necessary for carrying out the provisions of this Convention or of the domestic laws of the Contracting States concern- ing taxes covered by the Convention insofar as the tax- ation thereunder is not contrary to the Convention. The exchange of information is not restricted by article 1. Any information received by a Contracting State shall be treated as secret in the same manner as information obtained under the domestic laws of that State and shall be disclosed only to persons or authorities (including courts and administrative bodies) concerned with the assessment or collection of, the enforcement or pros- ecution in respect of, or the determination of appeals in relation to, the taxes covered by the Convention. Such persons or authorities shall use the information only for such purposes. They may disclose the information in public court proceedings or in judicial decisions. 2 — In no case shall the provisions of paragraph 1 be construed so as to impose on a Contracting State
the obligation:
a) To carry out administrative measures at variance with the laws and administrative practice of that or of the other Contracting State;
b) To supply information which is not obtainable under the laws or in the normal course of the administration of that or of the other Contract- ing State;
c) To supply information which would disclose any trade, business, industrial, commercial or pro- fessional secret or trade process, or information, the disclosure of which would be contrary to public policy (order public).
Article 27
Members of diplomatic missions and consular posts
Nothing in this Convention shall affect the fiscal priv- ileges of members of diplomatic missions or consular posts under the general rules of international law or under the provisions of special agreements.
Article 28
Entry into force
1 — The Contracting States shall notify each other in writing, through diplomatic channels, the completion of the procedure required by the respective laws for the entry into force of this Convention.
2 — The Convention shall enter into force on the date of the latter of the notification referred to in paragraph 1 and its provisions shall apply:
a) In Portugal:
i) In respect of taxes withheld at source, when the fact giving rise to them appears on or after they first day of January in the year next following the year in which this Convention enters into force;
ii
ii) In respect of other taxes for fiscal years beginning on or after, the first day of Jan- uary in the calendar year next following that in which the notice of termination has been given.
In witness whereof the undersigned, duly authorized thereto, have signed this Convention.
Done in duplicate at Moscow the 29ᵗʰ day of May 2000, in the Portuguese, Russian and English languages,
all texts being equally authentic. In the case of any diver-
) In respect of other taxes as to income arising in the fiscal year beginning on or after the first day of January in the year next following the year in which this Con- vention enters into force;
b) In the Russian Federation:
i) In respect of tax withheld at source, on amounts paid or credited on or after the first day of January in the calendar year following the year in which the Conven- tion enters into force;
ii) In respect of other taxes for fiscal years beginning on or after the first day of Jan- uary in the calendar year following the year in which the Convention enters into force.
Article 29
Termination
This Convention shall remain in force until terminated by one of the Contracting States. Either Contracting State may terminate the Convention, through diplomatic channels, by giving notice of termination at least six months before the end of any calendar year following after the period of five years from the date on which the Convention enters into force. In such event the Con- vention shall cease to have effect:
a) In Portugal:
i) In respect of taxes withheld at source, when the fact giving rise to them appears on or after the first day of January next following the date on which the period specified in the said notice of termination expires;
ii) In respect of other taxes, as to income arising in the fiscal year beginning on or after the first day of January next fol- lowing the date on which the period spec- ified in the said notice of termination expires;
b) In the Russian Federation:
i) In respect of tax withheld at source, on amounts paid or credited on or after the first day of January in the calendar year next following that in which the notice of termination has been given;
gence of interpretations the English text shall be the operative one.
For the Government of the Portuguese Republic:
For the Government of the Russian Federation:
PROTOCOL
At the time of signing the Convention, between the Governments of the Portuguese Republic and the Rus- sian Federation, for the Avoidance of Double Taxation and the Prevention of Fiscal Evasion with Respect to Taxes on Income, the undersigned have agreed upon the following which shall be an integral part of the Convention.
1 — Regarding the application of paragraph 2 of arti- cle 3, in the case of Portugal, any meaning under its applicable tax laws will prevail over a meaning given to the term under its other laws.
2 — Regarding the application of article 6, nothing in the Convention shall affect the right of the Contract- ing State where immovable property is situated to apply the provisions of this article to income from immovable property or to income derived from services connected with the use or the right to use the immovable property which under the tax law of that Contracting State is as simulated to income from immovable property.
3 — The provisions of article 24 do not preclude the application of any provision of the tax law of the Con- tracting States dealing with thin capitalisation problems. 4 — The provisions of article 24 shall be construed in the sense that insofar as the deductibility of the incur- red disbursements is concerned, each Contracting State may apply its own procedures regarding the burden of
proof.
In witness whereof the undersigned, dully authorized thereto, have signed this Protocol.
Done in duplicate at Moscow the 29ᵗʰ day of May 2000, in the Portuguese, Russian and English languages, all texts being equally authentic. In the case of any diver- gence of interpretations the English text shall be the operative one.
For the Government of the Portuguese Republic:
For the Government of the Russian Federation:
Resolução da Assembleia da República n.ᵒ 11/2002
Aprova, para ratificação, a Convenção entre a República Portuguesa e a República de Malta para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Lisboa em 26 de Janeiro de 2001
A Assembleia da República resolve, nos termos da alíneai) do artigo 161. ᵒ e do n.ᵒ 5 do artigo 166.ᵒ da Constituição, aprovar, para ratificação, a Convenção entre a República Portuguesa e a República de Malta para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Lisboa em 26 de Janeiro de 2001, cujas cópias autenticadas nas línguas portuguesa e inglesa seguem em anexo.
Aprovada em 20 de Dezembro de 2001.
O Presidente da Assembleia da República,António de Almeida Santos.
CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE MALTA PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E PREVENIR A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO.
O Governo da República Portuguesa e o Governo da República de Malta, desejando celebrar uma con- venção para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento, acor- daram nas disposições seguintes:
CAPÍTULO I
Âmbito de aplicação da Convenção
Artigo 1.ᵒ
Pessoas visadas
Esta Convenção aplica-se às pessoas residentes de um ou de ambos os Estados Contratantes.
Artigo 2.ᵒ
Impostos visados
1 — Esta Convenção aplica-se aos impostos sobre o rendimento exigidos por um Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autar- quia local, seja qual for o sistema usado para a sua percepção.
2 — São considerados impostos sobre o rendimento os impostos incidentes sobre o rendimento total ou sobre parcelas do rendimento, incluídos os impostos sobre os ganhos derivados da alienação de bens mobiliários ou
imobiliários e os impostos sobre o montante global dos vencimentos ou salários pagos pelas empresas, bem como os impostos sobre as mais-valias.
3 — Os impostos actuais a que esta Convenção se aplica são, nomeadamente:
a) No caso de Portugal:
i) O imposto sobre o rendimento das pes- soas singulares — IRS;
ii) O imposto sobre o rendimento das pes- soas colectivas — IRC;
iii) O imposto adicional municipal sobre o IRC — derrama;
a seguir referidos pela designação de «imposto português»;
b) No caso de Malta:
O imposto sobre o rendimento;
a seguir referido pela designação «imposto de Malta».
4 — A Convenção será também aplicável aos impos- tos de natureza idêntica ou similar que entrem em vigor posteriormente à data da assinatura da Convenção e que venham a acrescer aos actuais ou a substituí-los. As autoridades competentes dos Estados Contratantes comunicarão uma à outra as modificações importantes introduzidas nas respectivas legislações fiscais.
CAPÍTULO II
Definições
Artigo 3.ᵒ
Definições gerais
1 — Para efeitos desta Convenção, a não ser que o contexto exija interpretação diferente:
a) O termo «Portugal» compreende o território da República Portuguesa situado no continente europeu, os arquipélagos dos Açores e da Madeira, o respectivo mar territorial e bem assim as outras zonas onde, em conformidade com a legislação portuguesa e o direito inter- nacional, a República Portuguesa tem jurisdição ou direitos soberanos relativamente à prospec- ção e exploração dos recursos naturais do leito do mar e do subsolo e das águas sobrejacentes;
b) O termo «Malta» significa a República de Malta e, quando usado em sentido geográfico, com- preende a ilha de Malta, a ilha de Gozo e as outras ilhas do arquipélago maltês, incluindo as águas territoriais de Malta e qualquer área fora das águas territoriais de Malta que tenha sido ou venha a ser designada, de acordo com o direito internacional e em conformidade com a legislação de Malta relativamente à plataforma continental, como uma área dentro da qual os direitos de Malta relativamente ao leito do mar e subsolo e respectivos recursos naturais podem ser exercidos;
c) As expressões «um Estado Contratante» e «o outro Estado Contratante» significam Portugal ou Malta, consoante resulte do contexto;